Terça-feira, Outubro 17, 2006

Consciência

Estamos conscientes do Mundo Terreno em que vivemos,
Mas não estamos conscientes dos nossos actos sobre Ele.
Estamos inconscientemente conscientes
Que existe um Mundo Imaterial onde vivemos,
Mas não estamos conscientes de que trabalhamos todos os dias nele,
Nem estamos conscientes que podemos trabalhar nele conscientemente.

Tudo se processa no consciente.

Tendo consciência sobre algo,
Esse algo será exaltado,
Ganhando uma energia inimaginável,
Podendo mesmo nascer nesse preciso momento.
Ao criarmos algo,
Igualamos aquele a que chamam Deus,
Para mim o Uno,
O Cosmos infinito,
Onde está o Nada,
De onde surge Tudo.

Não sejamos picuinhas,
Ao dizermos que somos apenas um,
Um individuo minúsculo,
No Cosmos infinito,
E que nada podemos fazer.

Esse é o primeiro passo
Para fazermos mesmo Nada
Daquilo que poderíamos fazer.

Rumemos por outro caminho,
Pelo caminho da consciência,
Da consciência daquilo que somos,
Daquilo que podemos fazer.
Caminho árduo contra a corrente,

Ela que nos tenta sempre derrubar do Caminho,
Para que somente os aptos,
Aqueles com a devida Vontade
Para a enfrentarem e vencê-la,
Sejam os únicos a chegarem ao destino misterioso,
Os únicos a chegarem às Entradas cobertas pelo nevoeiro.

Ganhem consciência,
Aliem-na à Vontade,
E juntem uma grande pitada de Amor,
Verão com esta receita que não perderão nada,
E o que têm a ganhar é inimaginável.

Tento ir por esse Caminho,
Caminho árduo,
Muitas vezes tenho a sensação
Que sou arrastado pela dita corrente
Após ter dado algumas braçadas,
Mas é mesmo assim,
Há que não desistir e continuar lutando.

A criação consciente
Está ao alcance de qualquer um,
Mas não de um qualquer.
Muitos pensam que lá chegaram,
Mas quando lhes são retiradas as vendas,
Perdem-se na sua imensa ridicularidade,
No seu imenso fanatismo cegante,
Aproveitado para alimentar todo o tipo de energia,
Que não aquela que eu falo,
Pois aquela que eu falo,
Contém isso e muito mais,
A energia que eu falo é a Energia Primordial,
A energia Divina,
Energia do Uno,
Do dito Cosmos infinito.

Ganhem consciência,
Mas cuidado...

Escrito por: Liber Lvx

Domingo, Outubro 08, 2006

Início


No início Nada havia,
O Nada contendo o Tudo,
O Tudo necessário
Para a construção dos Mundos,
Para a construção do Cosmos.

Tamanha energia foi despoletada desse Nada,
Para que o Tudo brotasse,
E pudesse fazer a sua criação,
A criação que damos graças,
Alguns...

Tudo igual a Nada,
E Nada igual a Tudo,
Energia dum estava noutro,
E a energia dum continha o outro,
Opostos iguais,
Até ao fim dos tempos.

Escrito por: Liber Lvx


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Carta Semanal


XIII. Morte (nun hebraico, Escorpião).
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O sentido alquímico da Morte é mais o de mudança, do que de destruição. Então, nós temos, nesta carta, o Escorpião representando a energia primitiva, sempre pronto a cometer suicídio (de acordo com a lenda) quando duramente cercado, mas preparado para se submeter a qualquer transformação, que permitirá a continuação de sua existência sob uma forma diferente. Assim, o potássio, jogado sobre a água, acende e aceita o abraço do radical hidroxil. O peixe e a serpente, aqui representados, foram objectos de adoração em cultos que ensinavam a doutrina da ressurreição ou reencarnação. A figura central está executando a Dança da Morte (esqueleto e foice são figuras saturninas), e usa sobre sua cabeça a coroa de Osíris. A influência de Saturno é expressa no aspecto negativo da Morte, como representante das formas essenciais que não são destruídas pelas mudanças ordinárias da natureza; o lado positivo e criativo é visto no ceifar da foice, trazendo bolhas à existência, simbolizando novas vidas. O aspecto mais alto da carta é a Águia, que representa a exaltação sobre a matéria sólida.

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